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Desplacamento cerâmico, quais as principais causas?

Essa é uma manifestação patológica muito comum em diversas regiões do país, tenho com causas diversas falhas, construtivas de execução a quebra do processo de alguma etapa desse processo de assentamento, material inadequado tanto do material tanto na especificação, ou seja, utilizando produtos de qualidade inferior de procedência duvidosa, até mesmo produtos ineficiente devido ao mau armazenamento ou validade.


Falando do efeito de expansão abaixo, ocorre na grande maioria dos casos a presença de EPU – Expansão por Umidade Excessiva nas peças cerâmicas.

A tenção expansiva traciona as peças cerâmicas, essa tensão se concentra e se alivia pelas juntas de assentamento (rejunte)


La na Física, na 3 ª Lei de Newton – Ação e Reação explicam, a primeira ação se dá pela expansão das peças cerâmicas em si, todo material possui em sua especificação uma taxa de expansão descrita, ela quem determina a dimensão das juntas, ao lado da peça em expansão existe outra que também está sofrendo esse efeito e resistindo os esforços, isso provoca o levantamento das placas e ou quebra das peças.


Mas Fran, então os desplacamentos cerâmicos são causado somente pela expansão do material?

Não.. como disse antes existe vários fatores que provoca essa anomalia, e em alguns caso sua estrutura pode estar sofrendo uma serie de falhas somadas.

Deve-se avaliar também alguns outros fatores:


Outros tipos de expansão como a térmica ou a higroscópica

Deformação lenta do concreto, no caso de grandes vãos

Ausência ou ineficiência de juntas elásticas

Excesso de rigidez das juntas de assentamento (rejunte)

Má execução.


Nos tópicos abaixo vou citar algumas das principais falhas no processo executivo "má execução" do assentamento.


Problemas de aderências entre as interfaces


Alguns fatores devem ser observados para que se entenda o porquê de haver problemas entre as interfaces de um sistema de revestimento cerâmico aderido, mas todos eles irão migrar, preferencialmente, para o resultado final de falta aderência.


Desplacamento ocasionado por diversas falhas construtivas


Desprendimento volumétrico

Trata-se de um desprendimento de todo volume de revestimentos, desde o chapisco até a cerâmica, incluindo toda a composição da massa de enchimento. Considero um dos mais perigosos sinistros em edificações.


Normalmente ocorre na interface do substrato de Concreto Armado/Chapisco, não é comum vermos essa ocorrência em interfaces de Alvenaria/Chapisco.


Falta de aderência do chapisco na estrutura de concreto. A superfície de concreto se apresenta complemente aparente, como se fora recém desformada. As prováveis causas são: a falta de aderência da camada de chapisco com a peça de concreto e pode ser motivada por: contaminação (sujidades, pós, oleosidades, resíduos de fôrmas...) presente na face da peça de concreto a ser revestida, traço inadequado de chapisco (chapisco “fraco”), falta de cura do chapisco, grande espessura do revestimento argamassado, sobrecargas não projetadas, deformação lenta do concreto armado.


Como a Lautec identifica essa manifestação ensaio de percussão, analisando a presença de som cavo, observação do surgimento de fissuras de repetidas na mesma região em pavimentos distintos, fissuras de borda, desprendimento do volume.


Na etapa de execução: Exigir projeto de completo de execução, seguir fielmente as indicações do projetista, exigir o alinhamento da estrutura de concreto armado da edificação para evitar altas espessuras de prumadas. Para obras de recomposição de revestimento cerâmico: Extração do volume comprometido, descontaminação do substrato, aplicação de chapisco colante com cordões horizontalizados sobre a estrutura de concreto, aplicação de tela metálica adequada e emboço de recomposição.


Argamassa colante – Tempo em Aberto excedido


A ultrapassagem do tempo permitido ao pedreiro para que ele assente um revestimento cerâmico sobre uma argamassa colante fresca aplicada na superfície da fachada.


Normalmente ocorre na interface Argamassa Colante/Revestimento Cerâmico.


Ausência da dupla colagem e excesso do tempo em aberto.


Falta de aderência do revestimento cerâmico à argamassa colante. Por algum motivo (desatenção, imprudência, imperícia...) o pedreiro assentador aplica uma camada de argamassa colante em uma área muito extensa ou realiza um assentamento de forma morosa.


O tempo em aberto está intimamente relacionado com a dimensão do pano de aplicação aberto pelo pedreiro e sua velocidade de assentamento. É certo que, ultrapassado este tempo, a argamassa se torna imprópria a receber cerâmica, pois já iniciou seu processo de endurecimento. Com o desprendimento das peças cerâmicas, serão perceptíveis os cordões não desmanchados de argamassa colante deixados pela desempenadeira dentada.


Presença de som cavo quando submetido à percussão, eventualmente formações abauladas (“barrigas”) no revestimento cerâmico, desprendimentos de peças recorrentes com pouca ou nenhuma argamassa em seu tardoz.


Na etapa de execução: Abrir panos de assentamento de acordo com a velocidade de assentamento do pedreiro, mas preferencialmente com dimensões de no máximo 1m², em locais com presença de agente catalizadores de secagem superficial (insolação, calor, ventos...) utilizar as argamassas com aditivos de para tempo estendido (tipo AC III – E). Para obras de recomposição de revestimento cerâmico: após a extração de todo revestimento cerâmico e das áreas com argamassa colante instáveis, recompor a planicidade, aplicar o novo revestimento cerâmico e recompor as juntas elásticas. Nunca aplicar mais água à mistura.


Arraste de assentamento


Trata-se do posicionamento inicial, momento do assentamento, da peça cerâmica ou da tela de peças próximo a sua posição definitiva. A partir deste contato inicial com o substrato base de assentamento, é promovido o arraste, com as mãos, para o ponto final de paginação da peça fazendo com que os cordões deixados pela desempenadeira dentada sejam desmanchados.


Normalmente ocorre na interface Argamassa Colante/Revestimento Cerâmico.


Arraste com as mãos


Cordões desmanchados


Falta de aderência do revestimento cerâmico à argamassa colante. Por algum motivo (desatenção, imprudência, imperícia...) o pedreiro assentador aplica o revestimento cerâmico sem a técnica do arraste. Usualmente utilizando somente uma marreta de borracha para bater nas peças cerâmicas, os cordões não são desmanchados, a área de contato cerâmica/argamassa colante fica reduzida e a aderência de colagem comprometida. Com o desprendimento das peças cerâmicas, serão perceptíveis os cordões de argamassa colante amassados e não desmanchados.


Presença de som cavo quando submetido à percussão, eventualmente formações abauladas (“barrigas”) no revestimento cerâmico, desprendimentos de peças recorrentes com pouca ou nenhuma argamassa em seu tardoz.


Na etapa de execução: Exigir do assentador o arraste das peças ou placas de peças com as mãos (com treinamento e capacitação) e restringir o uso da marreta de borracha a pequenos ajustes de posicionamento das peças ou telas. Para obras de recomposição de revestimento cerâmico: após a extração de todo revestimento cerâmico e das áreas com argamassa colante instáveis, recompor a planicidade, aplicar o novo revestimento cerâmico e recompor as juntas elásticas.


Descolamento cerâmico por pulverulência de substrato


Trata-se de um descolamento e desprendimento de revestimento cerâmico por falta de adesividade proporcionada pelo excesso de partículas soltas (pulverulência) na face externa da camada de revestimento argamassado – Emboço. Na interface Emboço/Argamassa Colante.

Descolamento cerâmico por pulverulência de substrato


A peça cerâmica se desprende trazendo, normalmente toda argamassa colante presa ao seu tardoz, assim, a aderência na interface cerâmica/argamassa colante está preservada, porém, na interface argamassa colante/emboço percebe-se uma fina do emboço camada pulverulenta presa à argamassa colante.


As prováveis causas são: falha ou falta de cura do revestimento argamassado – Emboço, os finos do agregado do emboço absorvem mais água que seus aglomerantes que não reagem totalmente, excesso de aglomerante (nem todos se transformam em ligante) deixando partículas sem reação, excesso de exsudação, exposição demasiada do emboço recém-executado à agentes catalizadores de secagem superficial (insolação, calor, ventos...).


Presença de som cavo quando submetido à percussão, eventualmente formações abauladas (“barrigas”) no revestimento cerâmico, desprendimentos de peças recorrentes trazendo uma fina camada de emboço (01-02mm).


No momento da execução do emboço, mitigar fatores que possam extrair água da superfície deste revestimento argamassado, como evaporação, insolação, exsudação e ventos que ressecam sua face externa. Promover cura adequada e checar traços propostos. Para obras de recomposição de revestimento cerâmico: deve ser extraída esta fina camada por meio de desbaste rotativo e verificar, através de testes e ensaios técnicos, a possibilidade deste

revestimento argamassado original ser recomposto e reutilizado para assim receber um novo revestimento cerâmico.


Excesso de engobe no tardoz das peças


Trata-se de uma presença excessiva de engobe (pó branqueado) no tardoz das peças do revestimento cerâmico.


Ocorre na interface Argamassa Colante/Revestimento Cerâmico.

Excesso de engobe no tardoz das peças

Falta de aderência do revestimento cerâmico à argamassa colante. Por algum motivo (erro em processo industrial, imprudência, imperícia...) a indústria ceramista aplica mais engobe no tardoz das peças cerâmicas que o aceitável. O engobe cumpre o papel de auxiliar na movimentação das peças cerâmicas recém-fabricadas nas esteiras da fábrica, aplicado em excesso, se torna um material isolante muito prejudicial à aderência no momento da aplicação do revestimento cerâmico na fachada.


Presença de som cavo quando submetido à percussão, eventualmente formações abauladas (“barrigas”) no revestimento cerâmico, desprendimentos de peças recorrentes com pouca ou nenhuma argamassa em seu tardoz, presença de engobe na seção de ruptura.


Na etapa de execução ou para obras de recomposição de revestimento cerâmico: Observar previamente o revestimento cerâmico quanto a presença de engobe. Sempre irá existir o engobe, mas caso em excesso, opte por devolver o produto ou por extrair de forma eficaz este material.


Após este tipo de ocorrência, a melhor decisão a tomar é chamar um Engenheiro Civil Patologista para emitir seu diagnóstico e o método de reparo, tudo através de um Parecer Técnico de Engenharia, a LauTec é especializada em manifestações patológicas desse seguimento, entre em contato temos uma solução para você.



Franciele Maria de Oliveira Pereira

Engenheira Civil condominial - Especialista em Engenharia Diagnostica

contato: 27 9 8847 - 6835 e-mail: lautecvix@gmail.com

www.lautecengenharia.com

 
 
 

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